Por que eu fiz isso? Desconhecidos que jogaram fora o bilhete premiado

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A primeira história começa no século 19, mas tem um enorme impacto até hoje. Em 1865, o tenente John Pemberton foi ferido em uma batalha, e levou um corte profundo no peito. Por causa desse ferimento, tornou-se viciado em morfina. Como farmacêutico, passou a buscar alternativas para a droga. Nas suas experiências, estudou as propriedades da coca. Criou um remédio alcoólico a partir dessa planta, mas foi forçado pelo governo de Atlanta a criar uma versão sem álcool. Decidiu vender o produto como refrigerante e criou uma empresa em 1886. Seu contador sugeriu o nome Coca-cola e desenhou o logotipo da marca, que é o mesmo até hoje. Mas a Coca-cola só dava prejuízo no início, e Pemberton havia perdido o controle sobre o seu vício em morfina.  Doente e desesperado, vendeu a empresa para Asa Chandler, um investidor local, por cerca de US$ 550. Em poucos anos, Chandler se tornaria um dos homens mais ricos dos Estados Unidos. Quando criar uma nova categoria de produto, acredite nela!

Em 1916, Arno Hohental fundou a Karhu em Helsinki, na Finlândia, para fabricar equipamentos esportivos – como discos de lançamento e dardos. Em paralelo, a empresa começou a fabricar tênis de corrida. Em 1920, na Olimpíada de Antuérpia, a empresa foi uma sensação. Os esportistas que usaram seus produtos ganharam sete medalhas. Quatro anos depois, o corredor finlandês Paavo Nurmi, que já havia ganhado três medalhas de ouro em Antuérpia, ganhou mais cinco na Olimpíada de Paris, usando os tênis Karhu. Hohental estava radiante. Havia criado uma categoria de produto. Sua tecnologia era cobiçada por qualquer corredor de ponta do planeta. Ele confiava tanto na qualidade dos seus produtos que aceitou vender um aspecto visual que tinha criado para reforçar seus tênis para uma pequena empresa calçadista alemã em 1951 – afinal poderia criar outro rapidamente. Na transação, ganhou o equivalente a US$ 1.800 e duas garrafas de uísque. O símbolo consistia em três listras, e a compradora era uma tal de Adidas, fundada por Adi Dassler. Não subestime o poder de uma marca!

Quando os irmãos Richard e Maurice decidiram criar, em 1940, uma lanchonete na pequena cidade de San Bernardino (Califórnia), eles pensaram na marca e se colocaram uma meta: ganhar um milhão de dólares quando tivessem 50 anos. E conseguiriam! A lanchonete vivia lotada e as coisas iam bem quando, em 1950, Ray Kroc, um senhor de 52 anos, apareceu para conversar com eles. Era representante da empresa que fabricava os equipamentos de preparo de milk-shakes e ficou entusiasmado com o conceito de lanchonete criado pelos irmãos. Kroc tinha planos de espalhar aquele conceito por todo os Estados Unidos, mas os irmãos estavam felizes com algumas poucas unidades. Frustrado com a ambição dos sócios, Kroc se endividou muito, mas conseguiu pagar cerca de US$ 1 milhão para cada irmão e ficou com a empresa. Como achou que Kroc Burgers não seria um bom nome, manteve o nome da empresa: McDonalds. O mundo só é pequeno para os que acreditam nisso.

Se a história tivesse se encaminhado de maneira diferentes, Ronald Wayne teria hoje uma fortuna equivalente a US$ 68 bilhões, o que o tornaria a quarta pessoa mais rica do mundo. Wayne cofundou a Apple junto com Steve Jobs e Steve Wozniak. Foi ele quem desenhou o primeiro logotipo da empresa. Também foi ele que elaborou o contrato social da empresa e o manual do Apple 1. Aos 42 anos, ele sabia onde estava se metendo. Enquanto os “moleques” Jobs, 21 anos, e Wozniak, 25 anos, não tinham nada pessoal a perder, ele tinha bens pessoais que poderiam ser confiscados caso aquela empresa com nome esquisito quebrasse. Duas semanas depois que a Apple foi criada, decidiu vender seus 10% de participação para os sócios por cerca de US$ 800 dólares e por… medo.

Mas Roy Raymond não teve medo. Em 1970, ele quis comprar algo mais sensual para sua esposa em 1970 não encontrou nada no shopping da Universidade de Stanford. Além disso, sentiu-se um intruso: o que um homem fazia em uma loja de “roupas debaixo” femininas? Ficou com aquilo na cabeça. Terminou seu MBA e nos sete anos seguintes estudou detalhadamente o mercado. Em 1977 voltou ao mesmo shopping, onde criou uma loja que vendesse lingeries mais sensuais, e onde os homens fossem bem recebidos. A Victoria’s Secret foi um sucesso entre os homens e a empresa continuou abrindo pequenas lojas na Califórnia. Mas a empresa tinha um problema: não dava lucro. Quando a empresa faturava US$ 6 milhões, em 1982, Raymond a vendeu por apenas US$ 1 milhão. Leslie Wexner, o comprador, aumentou a rede de seis lojas para 346 unidades nos cinco anos seguintes, e a Victoria’s Secret entrou para o imaginário popular em vários países do mundo. Raymond nunca aceitou o sucesso da marca que havia criado, e encarou a história como uma enorme derrota pessoal. Em 1993, quando a Victoria’s Secret atingiu a marca de US$ 1 bilhão em vendas, ele se suicidou, jogando-se da ponte Golden Gate em São Francisco.

“É injusto julgar uma decisão quando toda a história já é conhecida. Mas os erros podem ensinar mais do que os acertos, principalmente para aqueles que ainda não os cometeram.”

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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Publicado em Franquias

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